quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Distorção no Poder...

Ribeirão Preto, 05 de fevereiro de 2013


Estimados,


Há um viés personalista no legislador brasileiro.
A lei protege mais o indivíduo do que a sociedade.
As leis penais são assim.
Repletas de artifícios que possibilitam o réu livrar-se antes daquele tempo considerado como uma pena que promova a sua ressocilização.
Indivíduos contumazes, violentos,  podem permanecer sob custódia do Estado até aos 21 anos, e depois são devolvidos para a sociedade com a ficha limpa.

Também são complacentes os legisladores com a causa própria. 

Não há limite para reeleições no legislativo.
Há políticos que permanecem durante décadas em cargos legislativos.

Isso transforma-se em uma aberração institucional.
Os cargos do legislativo são eletivos e não concursados.
E muito menos vitalícios!

A sociedade brasileira deve começar a movimentar-se com celeridade para sanar esse vício, o qual compromete a lisura e a estabilidade institucional provocadas pela permanência "ad perpetuam" no poder de figuras carimbadas as quais atravessam incólumes todas as mudanças políticas somente por não terem personalidade, por estarem com a máquina na mão, e sempre coniventes com o poder de plantão.



Aristides Marchetti Filho

Professor substituto na rede pública de ensino, Bacharel em Direito, construtor de aeronaves experimentais, poeta, membro do Observatório da Violência.

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