A utilização de tração animal para transportes diversos por
meio de carroças antecede o moderno advento dos veículos, no meio urbano, na
maioria dos casos geram inteligíveis maus-tratos aos animais explorados em tais
situações.
Quem nunca viu um animal magro, desnutrido, tendo que puxar
cargas altamente desproporcionais a sua condição física?
Os animais sujeitos a essas realidades em regra não se
hidratam de forma condizente à exigência do esforço de seu trabalho e muitas
vezes não tem alimentação adequada e balanceada. Em muitos casos, após serem
forjados a trabalharem uma vida inteira mediante castigo, quando não estão mais
tão eficientes no desincumbir de seus trabalhos, já doentes, velhos e sem
direito a aposentadoria, são abandonados ou até vendidos a matadouros. Nos
casos citados onde envolvem maus-tratos aos animais que laboram em tais
situações, a proteção já é tutelada pelo ordenamento jurídico nacional vigente e
as práticas ilegais são criminalizadas pela Lei dos Crimes Ambientais, apesar
da pena ainda ser pequena.
Fora do âmbito da proteção animal especificamente dita, a
exploração de animais para tração, traz sérios problemas quando verificamos a
utilização de carroças e assemelhados no trânsito da cidade, já abarrotado pelo
alto número de veículos automotores que disputam o espaço urbano. Não é raro
visualizá-las sem sinalização ou qualquer identificação, muitas vezes conduzidas
por crianças ou adolescentes, principalmente nos bairros de periferia, onde são
utilizadas em muitos tipos de transportes. Acidentes graves em vias públicas já
ocorreram envolvendo tantos os animais quanto seus condutores, alguns fatais já
ocasionaram trágicas mortes. Em Ribeirão Preto, absurdamente uma égua prenha
chegou a dar a luz a seu filhote em plena Avenida Francisco Junqueira, uma das
mais movimentadas da cidade.
A prática quase primitiva de utilização de animais de tração
já foi proibida em capitais de Estados e cidades metropolitanas como São Paulo,
Campinas, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e outros importantes centros
urbanos. O assunto tem despertado o interesse da população de diversos
municípios e várias entidades consideram a suposta proibição de sua utilização um
grande avanço na efetiva melhora do meio ambiente e da qualidade de vida como
um todo. Em Ribeirão Preto, cidade modelo para o Brasil em diversas temáticas,
já está na hora de estudar e discutir a questão.

Ótimo, concordo com voce. Deveria ser proibido a tração animal em Ribeirão, por questão de maus tratos aos animais. Voce tem mais informações sobre isso, penso em um TCC sobre a matéria.
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