segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Reunião com o Ministro.


ATENÇÃO TRABALHADORES: O Ministro do Trabalho e Emprego do Brasil no governo Lula e presidente nacional licenciado do PDT – Partido Democrático Trabalhista, Carlos Lupi recebeu jornal informativo das mãos do líder do movimento de oposição à diretoria do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro e Similares de Ribeirão Preto e Região, companheiro Carlos Renato Lira Buosi, que participou de almoço neste final de semana em São Paulo.
Um dos principais ministros do presidente Lula, Lupi destacou a importância da luta dos trabalhadores em busca de novas conquistas e aquisições de melhores benefícios econômicos e sociais. Manifestou também que um grande exemplo a ser seguido é o do próprio presidente Lula, que segundo ele, “é um trabalhador do povo, de origem humilde que junto com Getúlio Vargas, foi um dos presidentes que mais fizeram pelos trabalhadores do país”.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Povo unido em Marcha contra reeleição e fraude eleitoral na Nicarágua!

Milhares protestam na Nicarágua contra reeleição

MANÁGUA - Milhares de opositores ao governo do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, marcharam no dia 21 de novembro na capital, Manágua, em protesto contra a fraudes nas eleições municipais de novembro de 2008 e uma eventual reeleição do mandatário. Líderes da manifestação estimaram que até 50 mil pessoas participaram da marcha.

Nas eleições municipais de novembro do ano passado, a Frente Sandinista de Libertação Nacional, de Ortega, conseguiu o comando de 105 dos 140 municípios do país. Ao contrário das expectativas de que poderiam ocorrer incidentes violentos entre opositores e sandinistas, a manifestação transcorreu de forma pacífica, liderada por políticos de destaque local.

Segundo o líder liberal Eduardo Montealegre, que ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2006, vencidas por Ortega, entre 40 mil e 50 mil pessoas participaram do protesto contra o governo, "em que pese a campanha de intimidação" promovida pelo presidente, afirmou.

Também participaram da marcha um grupo de ex-comandantes sandinistas dissidentes e ex-comandantes da guerrilha que se enfrentaram na guerra civil dos anos 1980. A manifestação foi encerrada em frente ao Conselho Supremo Eleitoral. Os manifestantes carregavam cartazes com dizeres como "Não à fraude eleitoral" e "Não à reeleição de Ortega".


Na foto os ditadores Fidel Castro e Daniel Ortega.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Oração de São Francisco de Assis



Na política, tanto na partidária quanto na sindical, vivemos em constantes embates, existem muitas divergências ideológicas, muitas articulações e armações no intuito de combater o adversário. Muitos são profissionais ou colocam o sucesso em suas empreitadas acima de tudo e de todos, não pensam nem poupam esforços em trapacear, "colocar pra tráz" ou até atrapalhar a vida daqueles que cruzam seus caminhos. Quem vive no meio político tem que ter um sério ideal de vida e postura alicerçada em princípios éticos e morais para não escorregar, caminhar por caminhos tortuosos, passando próximo e às vezes, até sendo testemunha de corrupção, fraudes, desvios, impunidade, pessoalidades, ilegalidades, injustiças, etc.

O ser humano como espécie ainda precisa evoluir muito. Crenças religiosas à parte, segue uma interessante oração de Giovanni Battista di Pietro Bernardone, mais conhecido como São Francisco de Assis que nos leva a refletir sobre a verdadeira missão do ser humano, ou talvez como deva verdadeiramente agir:

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

LUTO



Estou em luto pela morte do jovem Raul Fernandes do Prado Silva, que faleceu aos 19 anos de idade em acidente de carro na Rodovia Anhanguera, KM 338 em Jardinópolis quando voltava da igreja em que se reunira em Orlandia no dia 12 de novembro de 2009 (quinta-feira). Raul que era estudante de Agronomia, foi velado no Velório da Saudade, onde a família recebeu centenas de amigos chocados com o ocorrido e será enterrado amanhã (14/11/2009) em São João Batista do Glória (MG). Raul era filho de Nilseleno Martins da Silva, um dos maiores sindicalistas do Estado de São Paulo. Ja deixa saudades. "Nossos sentimentos a todos os familiares!"


Marcha em Brasilia. 40 horas ja!




Trabalhadores são recebidos por Sarney e Temer


Cerca de 30 mil trabalhadores liderados pelas seis centrais sindicais do Brasil, invadiram Brasilia no dia 11 de novembro para celebrar a VI Marcha em defesa do salário minimo, pela redução da jornada de trabalho (de 44 para 40 horas semanais) e pelo fim do fator previdenciário. Após marcharem por mais de 40 minutos, sindicalistas e políticos se reuniram em frente ao Congresso Nacional para debaterem sobre o assunto.




Ao final, foi criada uma comissão que foi recebida pelo presidente do Senado, o Senador José Sarney e pelo presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer. Em entrevistas, o senador José Sarney falou que vai pedir aceleração destas discussões.

Mais fotos em breve.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

D´Urso em Ribeirão Preto



O presidente da OAB/SP Luiz Flávio Borges D´Urso visitou Ribeirão Preto na última sexta feira dia (06/11/2009). Em prestigiado churrasco D´Urso fez o seu discurso de campanha a todos os presentes. Estive no evento e encontrei com dois ex-trabalhadores hoteleiros, hoje advogados, os Drs. Eduardo Zinader e Sebastião Feliz da Silva, que em sua monografia de conclusão de curso discorreu sobre tema vinculdo e importante à categoria, ou seja, “gorjeta”. Eduardo e Sebastião enfatizaram a importância da renovação da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Bares e Restaurantes da cidade cujo presidente a mais de 40 anos está na administração da entidade e “que nada contrapresta ao trabalhador pelo que é arrecadado de contribuições”. Estiveram presentes também os candidatos a presidente da OAB/RP das três chapas concorrentes.






segunda-feira, 9 de novembro de 2009

RENATO BUOSI no Twitter



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Medeiros é recebido por sindicalistas e trabalhadores de Ribeirão Preto e Região.



Em visita a Ribeirão Preto, a comitiva liderada pelo Secretario Nacional de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros, foi recebida com festa em nossa cidade na manhã desta segunda feira (09/11/2009) no plenário da Câmara Municipal.
Medeiros e sua comitiva falaram sobre práticas antissindicais, sobre representatividade sindical e portaria nº 186 do Ministério do Trabalho. Medeiros disse que os fatos envolvendo os trabalhadores hoteleiros de Ribeirão “é caso de polícia”. Com o plenário da Câmara lotado, com representantes de todas as Centrais Sindicais ouvimos as palestras, bem como algumas manifestações dos presentes e depois tivemos alguns minutos de confraternização em um coffee Break patrocinado pelo SINSAÚDE – Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Ribeirão Preto e Região, que também participou da festa com uma grande comitiva de trabalhadores.
Representando a Câmara Municipal estavam presentes os vereadores André (PCdoB) e Gláucia Berenice (PSDB).





                                                    

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ditador comemora 40 ANOS NO PODER

Uma gigantesca festa aconteceu dia 01 de setembro de 2009 em Trípoli, capital da Líbia, bem ao estilo do extravagante líder Muamar Khadafi, para comemorar seus 40 ANOS NO PODER. As ruas de Trípoli foram cobertas por pôsters gigantescos com fotos do ditador Muamar Khadafi.

O coronel comemora sua chegada ao poder em um momento em que volta a ter protagonismo no cenário mundial. Presidente da União Africana, cortejado por líderes ocidentais, Khadafi acaba de conseguir algumas vitórias importantes no campo diplomático.

A primeira delas é a libertação do terrorista Abdelbaset Ali Mohamed Al Megrahi, que cumpria pena na Escócia, após ser condenado pelo atentado de Lockerbie, que derrubou um Boeing 747, matando 270 pessoas.

O ditador também acaba de assinar um acordo com a Itália, no qual o país do primeiro-ministro Silvio Berlusconi aceita pagar uma indenização de cinco bilhões de dólares em indenizações pelos prejuízos causados durante o período colonial.

Diversos analistas e críticos do regime líbio acusam os países ocidentais de fazer vista grossa aos excessos de Khadafi, mais interessados nas reservas de petróleo e gás da Líbia.

Muamar Khadafi e sua turma assumiu o poder na Líbia em 1969, com apenas 27 anos, depois de derrubar a monarquia do país.


As festividades teve um convidado especial - Hugo Chavez. A Líbia foi a primeira etapa de uma viagem do presidente venezuelano que inclui os países: Argélia, Síria, Irã, Bielorrússia e Rússia, uma viagem pelo “eixo do mal”, como brincou o próprio Chavez.

"QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA."

Visitas Políticas.


Na última sexta feira, (30/10/2009) recebi a visita de integrantes do PSDB e do 1º suplente do partido na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, o jovem Alessandro Maraca, além da assessora jurídica da vereadora Glaucia Berenice, Dra. Viviane Alexandre.


Em descontraída reunião que contou com a presença do coordenador da macro região da JPSDB em Ribeirão Preto, Marco Lincoln Camargo Junior, com um dos dirigentes da JPSDB da cidade, Luiz Fernando e Alessandro Maraca, que recentemente acabou de ter mais uma excelente passagem pelo Legislativo Municipal onde conseguiu aprovar algumas leis importantes, foram discutidos diversos assuntos. Maraca explanou sua visão à respeito do panorama eleitoral referente as Eleições Nacionais de 2010. Também prestigiaram o evento lideranças do PC do B da cidade, o pré candidato a deputado federal pela região, Beneh Santos e Devalter dos Reis do Sindicato dos Empregados da Saúde de Ribeirão Preto.

No mesmo dia, minutos depois recebemos uma comitiva de representantes do Deputado Estadual Geraldo Vinholi (PSDB), bem como membros da executiva da UEE/SP - União Estadual dos Estudantes de São Paulo. O assunto em pauta na reunião de visita foi propostas de trabalho voltadas à implementação de Políticas Públicas para Juventude do Estado, movimento estudantil e panorama eleitoral frente as eleições de 2010. Prestigiou a reunião o presidente do Sindicato dos Empregados na Saúde de Ribeirão Preto e Região, Sr. Nilseleno Martins da Silva que falou sobre os bons tempos de movimentos sindicais grevistas na cidade.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu apóio a redução da jornada de trabalho.


Os trabalhadores assalariados no Brasil, em sua maioria ordinariamente "passam mal", tendo que enfrentar e utilizar-se de precárias estruturas públicas referentes à saúde, educação, etc. Apóio a mobilização para redução da jornada de trabalho, pois ja é uma bandeira antiga da classe trabalhadora e dará também ao trabalhador, no mínimo, maior disponibilidade de tempo para dedicar-se às suas questões pessoais e até de lazer. Por se tratar de claro melhoramento social na vida do operário a proposta está APOIADA!

DIA 11 DE NOVEMBRO DE 2009 estaremos mais uma vez em Brasília lutando por melhor qualidade de vida.

domingo, 1 de novembro de 2009

Revista Veja: Sindicatos na contramão da história.

“Pra quebrar tudo é mais caro"

De olho no dinheiro do imposto sindical, centrais de trabalhadores contratam capangas armados a 180 reais por cabeça para invadir territórios rivais e "roubar" filiados umas das outras

Poucos negócios no Brasil são tão lucrativos quanto montar um sindicato. Sim, você leu direito. Na república sindical instalada no Brasil pelo governo petista, conseguir representar uma categoria de trabalhadores virou excelente negócio. Mas não um negócio qualquer. Para começar, o sindicato tem monopólio local garantido por lei. Essa categoria é minha e ninguém tasca! A segunda característica desse ramo especialíssimo de negócio é o fato de que o dinheiro cai no caixa automaticamente, sem que seja preciso mexer uma palha. As contribuições, para filiados ou não, são compulsórias. Delas, dos impostos e da morte, ninguém escapa. Uma terceira faceta do negócio é ainda mais atraente. A lei garante a inviolabilidade de suas finanças. Isso significa que os sindicatos estão dispensados de prestar contas sobre como gastam o dinheiro arrecadado compulsoriamente. Quando se somam essas facilidades todas, fica evidente que os sindicalistas chegaram não apenas ao Planalto, mas ao paraíso. Digamos que, mesmo em um ambiente favorável assim, um dirigente sindical brasileiro sinta-se insatisfeito. Sem problema. Passa pela direção de um sindicato o caminho mais curto para conseguir a nomeação para algum alto posto no governo federal em Brasília, que tem 12% dos cargos de confiança ocupados por pessoas ligadas às centrais sindicais.

Mas – e sempre tem um mas – um negócio desses, garantido e lucrativo, é muito disputado. Como se verá nesta reportagem, disputado a pau e pedra. Para evitarem que um sindicato "roube" o monopólio de filiação de outro, lideranças desenvolveram uma estratégia previsível quando se trabalha fora do alcance da lei. Estão contratando capangas armados para, na base do quebra-quebra e da pancadaria, impedir a realização de assembleias de fundação de sindicatos potencialmente concorrentes. Em São Paulo, desde o ano passado, já foram registradas dezenas de confrontos do tipo, alguns envolvendo até 300 homens de cada lado – pois a parte ameaçada reage com a mesma moeda e sai a contratar arruaceiros. Desarmado, cada um custa 130 reais; armado, sai por 180 reais – ou 250 reais caso seja policial. "Agora, se for pra quebrar tudo, fica mais caro", disse a VEJA o chefe de um dos mais ativos serviços de milícia de aluguel de São Paulo. Ele garante ter trabalhado para três das seis principais centrais sindicais do país.

O gangsterismo sindical, agora em sua versão explícita, começou com uma mudança legal ocorrida no ano passado. No Brasil, desde o governo Getúlio Vargas, vigora o sistema de unicidade sindical, que permite a existência de apenas um sindicato por categoria em determinada região. Uma portaria do governo, porém, passou a admitir a abertura de entidades "concorrentes" em uma mesma região desde que a sede da mais nova não fique no mesmo local que a sede da mais antiga. Imagine-se o Sindicato dos Garçons, com sede na cidade de São Paulo e atuação em toda a Grande São Paulo. Ele era o único autorizado a representar os profissionais da região. Hoje, com as atuais regras, qualquer um pode montar o, digamos, Sindicato dos Garçons do B, desde que a sua base fique, por exemplo, em Santo André – onde a primeira entidade não mais poderá atuar. Do ponto de vista do modelo sindical, a mudança não significa nenhum avanço. Ela é apenas a fragmentação de um monopólio. Os garçons brasileiros – ao contrário dos seus colegas americanos ou da maior parte dos europeus – continuam sem ter o direito de decidir se querem ou não contribuir com os seus sindicatos e também sem poder escolher qual a entidade que vai representá-los. O fato de a "contribuição" ser compulsória garante que o dinheiro seja entregue ao sindicato que fica na região em que o contribuinte trabalha. Já do ponto de vista prático, deu no que deu.

No mês passado, para fundar mais dois sindicatos na cidade de Bertioga (litoral de São Paulo), a CUT levou 400 "seguranças", como o secretário de organização da entidade, Jacy Afonso de Melo, prefere chamar os capangas de aluguel. "Dona" do pedaço, a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo (Feticom) recepcionou a CUT com 600 homens, prontos para impedir a realização das assembleias ("Metade era trabalhador, metade a gente pagou", admite o presidente da Feticom, Emílio Alves Ferreira Júnior). O embate só não aconteceu porque, na última hora, os líderes dos dois lados decidiram sentar-se para lotear entre si as cidades que permaneceriam sob a esfera de influência de cada um. Já o desfecho do embate ocorrido em 31 de julho, em Osasco, entre a mesma CUT e a Nova Central foi menos diplomático. A disputa para abocanhar as "contribuições" de trabalhadores do setor de bares e restaurantes envolveu 300 cavalheiros, muitos sopapos, coquetéis molotov e cadeiras voando pelos ares. "Estamos vivendo numa anarquia sindical. E a razão é que o movimento está sendo dirigido por interesses financeiros e pessoais", diz Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

A CUT e a Força Sindical, as duas maiores centrais do país, perderam território para as novas entidades, criadas por lideranças de olho na reestruturação da divisão do imposto sindical sacramentada pelo presidente Lula no ano passado. A mudança agraciou as centrais com 10% do imposto arrecadado pelos sindicatos, porcentagem que antes ficava para o governo. Foi um presentão do "paizão" Lula – como, na ocasião, se referiu ao presidente da República um sindicalista. O "presentão do paizão" foi comemorado em grande estilo. Dirigentes de classe organizaram um festão no Congresso, com vinho e uísque 12 anos rolando solto.

Não foi o único mimo ofertado por Lula aos companheiros sindicalistas. Em março de 2008, ele vetou um dispositivo que autorizava o Tribunal de Contas da União (TCU) a fiscalizar as contas dos sindicatos – inescrutáveis desde a Constituição de 1988, que pretendeu, dessa forma, proteger as organizações de interferências do poder público. "Esse veto é inacreditável. É a primeira vez em que alguém diz que dinheiro público não precisa ser auditado. Nem o Banco Central tem essa autonomia", afirma o sociólogo José Pastore. Nas poucas vezes em que um órgão logrou escarafunchar a caixa-preta das entidades, como o TCU em 2003, os resultados foram alarmantes. Dos 137 milhões de reais em verbas federais destinadas a centrais sindicais pelo Plano Nacional de Qualificação do Trabalhador (Planfor), ninguém soube dizer onde foram parar 30,6 milhões. A auditoria do TCU só foi possível porque o dinheiro investigado não provinha do imposto sindical, mas de verbas federais. A apuração do TCU inspirou o governo de São Paulo a investigar com lupa os contratos e convênios firmados com sindicatos usando dinheiro do Planfor. Até agora, foram analisados 206 dos 876 contratos firmados de 1999 a 2006. Todos mostraram algum tipo de irregularidade, formal ou envolvendo de notas frias a listas de alunos-fantasma.

"O modelo sindical brasileiro reúne as três piores características possíveis. Primeiro a unicidade sindical, seguida do sustento das entidades por contribuição compulsória e, claro, a blindagem contra fiscalização", afirma Otávio Pinto e Silva, professor de direito da USP. Mesmo com seu figurino fora de moda, o sindicalismo nacional ganha cada vez mais espaço e dinheiro – o que, mais uma vez, coloca o Brasil na contramão da história. Para o sociólogo Leôncio Martins, as entidades de classe estão em franco declínio. "A mobilidade do capital internacional, a flexibilização da produção e a maior heterogeneidade da força de trabalho, resultado do crescimento da mão de obra imigrante, são alguns dos fatores que apontam para isso", diz. Mas no Brasil, ao menos por enquanto, os dirigentes não precisam se preocupar, já que têm o sustento garantido por um governo "companheiro". Na Argentina, Juan Domingo Perón inundou os sindicatos de dinheiro e, em troca, pôde usá-los como armas de auxílio direto para a sua sustentação na Presidência. No Brasil, os sindicatos já deram incontáveis provas de lealdade ao governo do qual dependem. Assumiram uma atitude de contemplação bovina diante de questões antes explosivas, como o salário mínimo e o desemprego. Mas o maior favor prestado ao "governo companheiro" é o ensurdecedor silêncio que os sindicatos dedicam aos escândalos da administração petista. Lula, o "paizão", tem retribuído à altura – fingindo ignorar que seus "filhos" agem como gângsteres na luta para manter os lucrativos territórios.

Fonte: Revista Veja