Sou contra a discriminação racial e à
marginalização dos homossexuais ou de qualquer SER HUMANO que seja. Acho que uma suposta União Estável ou mesmo “Casamento”
civil homossexual deve ter reconhecido pelo Estado e pela Sociedade seus
direitos e garantias.
Mas muito CUIDADO, ontem (27/03/2013) no Congresso Nacional na sessão da
Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, um dos
manifestantes presentes que tumultuou a reunião e atentou contra a ordem
pública foi preso. Na ocasião manifestou à impresa: “fui preso porque sou
preto, pobre e gay”. Vejo a situação com muita cautela.
Ora, se fosse um japonês,
heterossexual e milionário na mesma condição, ou seja, extrapolando o seu
direito de expressão e manifestação do pensamento, tumultuando e atentando
contra o trabalho legislativo e contra a ordem pública, certamente também deveria
ser preso e da mesma forma.
Temos o nosso direito limitado ao
direito alheio. Temos direitos de liberdade de manifestação e expressão, porém
deve ser efetivado sem prejuízo ao direito alheio e em condição de igualdade.
Vejo distorção quando um sujeito que
violou direito do próximo ou até mesmo praticou um crime, quando penalizado
argumenta: “É homofobia... É porque sou gay. É persseguição porque sou índio. Fui
penalizado porque sou ruivo. É porque sou crente, etc”.
O fato da opção sexual escolhida ou
raça, não isenta ninguém do cumprimento da lei ou de cumprir penalidades oriundas
de condutas irregulares quando for o caso.
Muita reflexão e cuidados devem ser
dispensados para a análise crítica e sistemática dos casos atualmente ocorridos
e principalmente quando argumentações desse tipo são proferidas, ou então concordaremos
com a criação de uma raça ou opção sexual à margem ou acima da lei. Argumentação racional e coerente deve ser o
cerne de qualquer assunto e debate. Razoabilidade, proporcionalidade e equilíbrio são fundamentais.
#Reflexão

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